sábado, 14 de dezembro de 2013

larga a mão de ser careta
tira a vagina da boca
troca logo por buceta
e em vez de botar baunilha
melhor temperar com pimenta
moça que cerze bainha
de certo que não aguenta
costurar sua rotina
em busca da rima perfeita
desafia o mandamento
expõe sua intimidade
debulhando com palavras
os muros escuros

nos becos da realidad
sua lingua 
de baunilha
fina
mete
enquanto a lua 
míngua
e brilha
na lâmina exposta
faca liberta 
da bainha
pisca
penetra fundo
em seus olhos
fixos
espelhando
os pelos

da vagina